Uma fábrica alimentada por seis minas locais
A Pumpherston Oil Company estabeleceu a fábrica e a refinaria por volta de 1882. O xisto vinha de uma série de minas próximas, identificadas como Pumpherston No. 1 a No. 6.
Quando a retortagem local terminou, a refinaria de Pumpherston se tornou o centro de processamento das fábricas de óleo bruto ainda ativas.
As camadas eram ricas, mas inclinadas, o que influenciava a mineração. A empresa também construiu alojamentos para os trabalhadores nas vilas de Pumpherston North e Pumpherston South.
Pumpherston cresce para além do próprio campo mineral
Com o tempo, a companhia adquiriu ou desenvolveu outras fábricas de óleo bruto, entre elas Seafield, Deans e Tarbrax. O óleo produzido nessas instalações seguia por ferrovia para Pumpherston.
Isso transformou a refinaria em um centro regional. Em vez de depender apenas do xisto extraído ao redor da própria fábrica, Pumpherston passou a receber matéria-prima intermediária de várias plantas.
O fim da retortagem local
Depois da formação da Scottish Oils Ltd., a fábrica de óleo bruto de Pumpherston foi encerrada por volta de 1926 porque as reservas locais já não podiam ser exploradas economicamente.
A seção de retortagem foi demolida em 1929, mas a refinaria continuou. Esse detalhe é importante: o complexo não desapareceu com o fim da mineração local. Ele mudou de função dentro de uma rede industrial maior.
A refinaria vira o centro do setor escocês
Após o fechamento da retortagem local, Pumpherston passou a refinar o óleo bruto produzido pelas fábricas restantes da indústria escocesa.
Essa centralização reduzia a necessidade de manter refinarias completas em cada instalação. O óleo podia ser produzido perto das minas e transportado até um único centro de processamento mais sofisticado.
Cracking para aumentar combustíveis rodoviários
Por volta de 1929, a refinaria recebeu uma planta de cracking. O objetivo era aumentar a produção de combustíveis para veículos, segmento favorecido por tratamento fiscal.
O processo permitia converter frações mais pesadas em produtos mais úteis para o mercado de combustíveis. Pumpherston, portanto, deixou de ser apenas refinaria de parafina e passou a responder a uma demanda crescente por gasolina e outros combustíveis líquidos.
Tijolos feitos com resíduos de xisto
No final da década de 1930, uma fábrica de tijolos foi implantada sobre a antiga área de Pumpherston Mains.
O material usado incluía xisto já processado retirado do bing adjacente. A fábrica produzia os chamados SOL shale bricks, reaproveitando parte do resíduo acumulado durante décadas de retortagem.
Detergentes a partir de derivados do óleo
Por volta de 1947, foi instalada uma fábrica de detergentes sintéticos alimentada por produtos derivados do óleo de xisto.
Essa nova etapa prolongou a vida industrial do local. Mesmo quando a mineração e o refino de xisto entraram em declínio, a infraestrutura química continuou útil para outras linhas de produção.
Petróleo convencional e fechamento da refinaria
Integrada à BP, a refinaria também processou petróleo bruto proveniente de outras partes da Grã-Bretanha, incluindo produção de campos em Nottinghamshire.
A refinaria fechou em 1964. Depois disso, o local passou a se concentrar na fabricação de detergentes, atividade que continuou até aproximadamente 1993.
De complexo industrial a campo de golfe
Após o encerramento das atividades, o terreno passou por longo processo de limpeza e remediação. Um novo campo de golfe foi aberto na área em 2002.
A sequência é incomum: uma instalação criada para processar xisto no século XIX tornou-se centro de refino, recebeu cracking, produziu tijolos e detergentes e só então perdeu sua função industrial.